O INSS oficializou os novos valores de contribuição e reajuste previdenciário para 2026, com impacto direto sobre a folha de pagamento, os encargos trabalhistas e o planejamento de custos com pessoal.
As atualizações consideram o novo salário mínimo nacional e o reajuste de 3,9% pelo INPC, conforme divulgado pelo Governo Federal.
Para facilitar a análise e a aplicação prática no RH e no Departamento Pessoal, reunimos abaixo todas as tabelas oficiais, organizadas de forma clara e objetiva.
Piso e teto do INSS em 2026
| Referência | Valor |
| Salário mínimo / Piso previdenciário | R$ 1.621,00 |
| Teto dos benefícios do INSS | R$ 8.475,55 |
O teto previdenciário corresponde ao valor máximo pago pelo INSS em aposentadorias, pensões e demais benefícios.
O piso segue o valor do salário mínimo vigente.
Tabela de contribuição ao INSS – Empregados, domésticos e avulsos (2026)
A contribuição previdenciária continua seguindo o modelo progressivo, no qual cada alíquota é aplicada apenas sobre a faixa correspondente do salário de contribuição.
| Faixa de salário (R$) | Alíquota |
| Até 1.621,00 | 7,5% |
| De 1.621,01 até 2.902,84 | 9% |
| De 2.902,85 até 4.354,27 | 12% |
| De 4.354,28 até 8.475,55 | 14% |
Esse formato evita a aplicação de uma alíquota única sobre toda a remuneração e garante um cálculo mais equilibrado e aderente à legislação.
Contribuintes individuais, facultativos e MEI – valores de referência 2026
| Categoria | Alíquota | Base mínima (R$) | Valor mensal |
| Contribuinte individual | 20% | 1.621,00 | 324,20 |
| Facultativo | 20% | 1.621,00 | 324,20 |
| Facultativo de baixa renda | 5% | 1.621,00 | 81,05 |
| MEI | 5% | 1.621,00 | 81,05 |
Esses valores acompanham o reajuste do salário mínimo e devem ser considerados no planejamento previdenciário de profissionais autônomos e microempreendedores.
Fator de reajuste dos benefícios do INSS – 2026
Os benefícios com valor acima do salário mínimo foram reajustados de forma proporcional, conforme o mês de início do benefício em 2025.
| Início do benefício em 2025 | Reajuste aplicado em 2026 |
| Até janeiro | 3,90% |
| Fevereiro | 3,90% |
| Março | 2,38% |
| Abril | 1,86% |
| Maio | 1,38% |
| Junho | 1,02% |
| Julho | 0,79% |
| Agosto | 0,58% |
| Setembro | 0,79% |
| Outubro | 0,27% |
| Novembro | 0,24% |
| Dezembro | 0,21% |
Quanto mais recente a concessão do benefício, menor o percentual aplicado, pois o reajuste considera o período efetivo de recebimento no ano anterior.
Quando as novas regras passam a valer
| Aplicação | Vigência |
| Nova tabela de contribuição | Competência janeiro/2026 |
| Desconto na folha | Pagamento em fevereiro/2026 |
| Reajuste dos benefícios | A partir de fevereiro/2026 |
Impactos diretos para RH e DP
A atualização das tabelas exige atenção imediata das áreas responsáveis pela folha de pagamento.
Entre os principais pontos de atenção estão:
- Atualização correta dos sistemas de folha
- Revisão dos custos com encargos previdenciários
- Conferência dos cálculos automáticos
- Conformidade com as exigências legais vigentes
Em cenários cada vez mais regulados, dados confiáveis e processos bem ajustados são essenciais para evitar inconsistências, retrabalho e riscos trabalhistas.
As atualizações da tabela do INSS para 2026 reforçam a importância de manter a folha de pagamento alinhada às mudanças legais, com atenção especial aos impactos financeiros e operacionais no RH e no Departamento Pessoal.
Mais do que aplicar novos percentuais, este é o momento de revisar processos, validar cálculos e garantir consistência nos dados, evitando ajustes manuais e riscos futuros.
Em um cenário de constantes mudanças trabalhistas e previdenciárias, informação confiável, sistemas atualizados e visão estratégica sobre os custos com pessoas fazem toda a diferença para uma gestão mais segura e eficiente.
Fonte: INSS






